O mês de setembro é pautado com alguns temas que necessitam de visibilidade na sociedade é por isso que campanhas de conscientização são realizadas em todo o país, como a prevenção ao suicídio (setembro amarelo), doação de órgãos (setembro verde) e doenças cardíacas (setembro vermelho). Além dessas campanhas, setembro também é considerado o mês de conscientização do aneurisma cerebral.

Essa doença ocorre quando uma dilatação se forma na parede enfraquecida de uma artéria do cérebro. A região, estando menos resistente, sofre com a pressão do sangue, resultando numa espécie de bolha com risco de rompimento. Na maioria das vezes, o aneurisma se mantém de forma silenciosa, sem apresentar sintomas, o que segundo o neurocirurgião Dr Marcos Wagner, pode atrapalhar o diagnóstico, elevando o risco de fatalidade. “Geralmente os sintomas aparecem após a ruptura ou compressão de estruturas cerebrais. Quando não, permanece silencioso, algumas vezes sendo detectado em exames de rotina”, comenta.

As ações durante o mês de conscientização tem o intuito de levar às pessoas informações importantes sobre a doença, tendo em vista que, muitas vezes, os pacientes são surpreendidos pelo diagnóstico. “O ideal é diagnosticá-lo não estourado, por que assim qualquer um pode ser submetido ao tratamento cirúrgico diante de boas condições”, explica o neurocirurgião, que também alerta sobre os casos em que o aneurisma só é descoberto após o rompimento. “Tem casos em que os pacientes vão para casa tranquilamente, já em outros casos a cirurgia é marcada para às 12 horas e às 11 o paciente entra em coma. É uma roleta russa”, observa ele.

Existem alguns fatores que podem aumentar as chances de uma pessoa desenvolver um aneurisma. Segundo o Dr. Marcos, a importância do setembro vermelho é justamente levar essas informações às pessoas, para que elas saibam como se prevenir no caso de haver algum fator de risco. Além dos fatores genéticos, fatores externos podem desencadear um maior risco de propensão à doença. “Pessoas com fatores de risco como obesidade, tabagismo e uso frequente de álcool contribuem para isso. A prevenção e o cuidado são os melhores remédios”, reforça. Nesses casos, os pacientes são aconselhados a realizar um check up a fim de rastrear a possibilidade do surgimento de um aneurisma. Da mesma forma, pessoas com histórico familiar da doença também devem buscar esse acompanhamento preventivo, segundo o Dr. Marcos.

O neurocirurgião Dr. Marcos Wagner participa da campanha de conscientização no mês de setembro (foto: arquivo pessoal).

As ações do mês de conscientização do aneurisma cerebral estão presentes nas redes sociais e nos veículos de imprensa, onde os médicos da equipe de neurocirurgia da cidade vão levar essas informações no intuito de conscientizar a população da importância da prevenção.

O Dr Marcos Wagner, que nos forneceu essas informações, faz parte do Serviço de Neurocirurgia do Hospital Antônio Targino, em Campina Grande, e também atende no Centro de Neurologia E Neurocirurgia de Campina Grande (CNN-CG).

VIApor Steffanie Alencar (sob supervisão de Diego Rodrigo)