Morreu nesta quinta-feira o ex-presidente francês Jacques Chirac, aos 86 anos, um dos líderes mais longevos da política europeia. Líder da França entre 1995 e 2007, ele foi duas vezes presidente, duas vezes primeiro-ministro e prefeito de Paris por 18 anos, de 1977 a 1995.

A morte foi confirmada por seu genro, mas o motivo ainda não é conhecido. Há anos, no entanto, o ex-mandatário francês sofria de perda de memória relacionada a uma forma de mal de Alzheimer ou a um derrame que sofreu enquanto estava no poder.

Apesar de ter deixado a França dividida e com grandes dívidas, desemprego e estagnada, Chirac tinha uma personalidade que o transformou em um político bastante querido pelo povo francês. Durante sua Presidência, o país adotou o Euro, aboliu o serviço miltar compulsório e diminuiu o mandato presidencial de sete para cinco anos.

Internacionalmente, um dos maiores legados de Chirac foi sua forte oposição à invasão do Iraque, em 2003. Durante esta época, sua postura contrária à guerra em Bagdá — um “pesadelo”, ele disse —  fez sua aprovação chegar a 90% no país.

— Guerra é sempre a última solução. É sempre uma prova de fracasso. É sempre a pior das soluções, porque traz morte e miséria — disse o então presidente, uma semana antes da coalizão liderada pelos Estados Unidos invadirem o Iraque.

Alvo de muitas sátiras e críticas, ele foi o primeiro presidente francês condenado por abuso de poder e desvio de dinheiro público enquanto era prefeito de Paris. Ele recebeu uma pena de dois anos de prisão, mas foi eximido de cumpri-la por motivo de doença.

Redação com O Globo