O H.O.G é o maior moto clube do mundo e é composto por apaixonados pela lendária marca.

Se a felicidade pudesse ser medida pela quantidade de quilômetros rodados por um motociclista, os associados do HOG (Harley Owners Group, literalmente “o maior grupo de proprietários de Harley-Davidson do mundo”) saberia muito bem contar essa história.

No próximo dia 07 de setembro a cidade de Campina Grande, na Paraíba, será tomada pelo ronco de centenas de modelos da mais famosa fabricante de motos do planeta.

Durante todo esse dia, a cidade será território particular do movimento Harley Davidson. Amantes e admiradores irão movimentar o Centro e pontos turísticos.

Esse tipo de passeio acontece em cidades do mundo inteiro. São as chamadas tribos de “harleyros” que vão invadindo toda cidade ao longo do dia. Vindos de todos os cantos, eles querem reverenciar a marca que tanto veneram. São profissionais liberais que esquecem suas profissões e se tornam representantes do que pode se chamar de “grupo de autênticos” da Harley Davidson.

A moto é um ícone, um símbolo da liberdade”. Não basta ter Harley, tem que ter estilo”, Enquanto alguns recorrem a mitos do cinema americano para explicar a paixão, outros têm inspiração local.

A vida é na estrada
Essa é a primeira passagem no estilo “BATE E VOLTA” do HOG de Pernambuco em Campina Grande e celebra milhares de histórias vividas nas estradas. Os “harleyros” precisam estar em deslocamento contínuo para fazer valer o espírito aventureiro da marca, nascida nos EUA. Para o evento de Campina, o deslocamento será em grupo e em comboio no inicio da manhã do dia 07 com destino a Rainha da Borborema onde se encontrão com “harleyros” de Campina Grande e região.

A LENDÁRIA HARLEY DAVIDSON

Uma marca que virou mito e símbolo de liberdade em duas rodas. Assim é a americana Harley-Davidson, que chega aos cento e dezesseis anos como uma coroa enxuta e chegada a muito agito. Em 1901, William Harley e os irmãos Arthur e Walter Davidson uniram-se para montar motocicletas (logo depois, outro Davidson, William, entraria na empresa). Assim, em um galpão em Milwaukee, surgia a Harley-Davidson Motor Company.

As primeiras três motos só foram feitas em 1903. Seis anos depois, a fábrica passaria a adotar como ícone o motor de dois cilindros em V. No ano seguinte, outro símbolo: o logotipo “Bar & Shield”.

A marca ligada à liberdade ganhou força na Primeira Guerra Mundial, fornecendo modelos para o exército americano. Mas até o início da década de 20, veio a forte retração.

A situação da Harley se agravou com a quebra da Bolsa de Nova York, em 1929. Mas a cambaleante empresa conseguiu atravessar os anos 30 e voltou aos campos de batalha na Segunda Guerra Mundial. E, novamente, teve o seu fôlego revigorado.

Logo depois da guerra, e com os cofres cheios, a Harley lançou os motores Panhead para renovar seus modelos. Já em 1957, introduziu o design adotado até hoje pelas suas motos com o modelo Sportster.

Mas, nos anos 60, as marcas japonesas ganharam força em todo o mundo e a Harley sentiu o golpe da concorrência. Paradoxalmente, nesse período, a empresa consolidou sua fama internacional, pegando uma carona nos movimentos alternativos que pregavam liberdade, paz e amor. As Harley foram, inclusive, as companheiras de Peter Fonda e Dennis Hopper no clássico filme “Easy Rider — Sem Destino”.

Em decadência, em 1969, a já mítica empresa foi comprada pela AMF. Mas, apesar de as vendas aumentarem e de o governo norte-americano entrar na briga contra as rivais japonesas taxando a importação de motos, a Harley-Davidson não saiu do vermelho.

Em 1981, uma nova tentativa de salvar a marca: treze funcionários se uniram para comprar a Harley da AMF. Entre eles, estava William G. Davidson, neto de William Davidson.

O começo foi difícil, mas com o lançamento da Softail, em 1984, e da Fat Boy, em 1990, a Harley ressurgiu do limbo. Tanto que seus modelos estradeiros passaram a ser copiados por fabricantes japoneses. Mas a Harley já assumiu um novo destino no recente modelo: a futurista V-Rod, de 2001.

Hoje a Harley Davidson é a moto mais venerada de toda história do motociclismo, mesmo assim a empresa quer cada vez mais fazer parte das evoluções tecnológicas e famoso barulho das motos Harley Davidson pode estar com os dias contados a partir do próximo mês quando  primeiro modelo elétrico de sua história, a LiveWire, começará a ser vendido nos Estados Unidos. Resta saber se esses fanáticos “harleyros” aceitarão essa mudança.

Nesta semana, a cidade de Portland foi escolhida para a apresentação mundial do modelo.

Da redação com G1