Treze barraqueiros do Parque do Povo em Campina Grande, no Agreste, que tiveram suas abarracas queimadas no São João de 2018, continuarão esperando a solução para o problema. Nesta quarta-feira (21) houve a audiência que resolveria o caso, da ação coletiva pedindo o ressarcimento dos comerciantes atingidos. Mas a Aliança, empresa responsável pelo evento, não enviou representante para o acordo.

Segundo o presidente da Associação dos Comerciantes do Maior São João do Mundo (ACMSJM), Lucinei Cavalcante, a prefeitura municipal enviou representante, mas não apresentou proposta de conciliação. “Isso frustou os atingidos pelo incêndio, que esperavam um acordo. Nossos advogados vão pedir celeridade no julgamento. Agora vai depender do processo judicial. Esperamos que seja julgado até o final do ano”, disse.

O incêndio ocorreu no dia 30 de junho de 2018, durante o São João de Campina Grande. Os comerciantes que estão na Ação Coletiva são Alda Gomes da Silva, Ana Claudia Arnaud, Antonio Carlos Martins Ferreira, Jose Antonio Araujo, Crisvaldo Barbosa de Lima, Haendel Gomes Bezerra de Melo, Hedva Gomes Moreno, Luciano Porto de Melo, Luiz Pereira de Lima Filho, Martha Barros de Almeida, Jane Lazaro de Oliveira Menezes, Derivan da Silva Fernandes e Valtiene Sousa Menezes Saback.

Além desses 13, mais alguns atingidos pelo incêndio não entraram na ação coletiva. Os demais barraqueiros atingidos preferiram entrar com ação individual ou não entrar com ação nenhuma. Sobre o apoio que foi ofertado aos comerciantes, Lucinei disse que houve uma ajuda, na época, por parte da Aliança e da prefeitura.

“Essas ajudas auxiliaram na retomada das atividades para a conclusão da edição 2018. O que falta é o ressarcimento dos prejuízos com móveis, equipamentos e material de montagem das estruturas dos comerciantes. Nesse ponto, os comerciantes ficaram no prejuízo”, explicou.

Com PB Debate