Uma fiscalização do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) encontrou várias irregularidades no Hospital da Criança e do Adolescente de Campina Grande. Entre os problemas encontrados estão falta de médicos, medicamentos e insumos no hospital. Também foram constatadas a superlotação, manutenção predial precária e escassez de roupas e lençóis hospitalares.

As irregularidades foram flagradas nesta segunda-feira (27). A fiscalização ocorreu a pedido do Ministério Público da Paraíba (MPPB) e após receber denúncias de pacientes e profissionais da saúde. O CRM deu sete dias para a diretoria resolver o problema. Caso o contrário o Hospital deve sofrer uma interdição ética.

Através de nota a Secretaria Municipal de Saúde de Campina Grande confirmou que desde 2013 instalou o hospital em um prédio sem estrutura devida e que tem feito melhorias. Informou que não há espaços para instalar gases medicinais, o que impede a implantação de uma UTI. Mesmo assim disse que está implantando uma UTI pediátrica.

A secretaria disse ainda que, por falta de condições no atual prédio, a prefeitura já está construindo um novo hospital. Diante do risco de interdição ética, a secretaria disse também que vai analisar todos os pontos para atender as recomendações do CRM dentro do prazo.

Nesse prazo de 7 dias, o CRM exigiu a aquisição dos medicamentos que estão em falta e as roupas hospitalares. Além da falta de remédios na farmácia do hospital, no setor de emergência, não foram encontrados medicamentos básicos, como adrenalina, dipirona e ampicilina. O CRM relatou ainda que a UTI do hospital ainda não foi inaugurada, que não existe centro cirúrgico e que o lixo está sendo acondicionado em local impróprio.

De acordo com o diretor de Fiscalização do CRM-PB, João Alberto Pessoa, um relatório com o resultado da fiscalização já foi encaminhado para promotora Adriana Amorim, coordenadora da Promotoria de Campina Grande, à Secretaria de Saúde Municipal e para direção técnica do hospital.