O presidente Jair Bolsonaro afirmou que cancelou a entrevista coletiva que estava marcada para a tarde desta quarta-feira no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, porque “não tinha novidade para apresentar para a imprensa”. Em entrevista exibida na noite desta quarta pela “Record”, Bolsonaro afirmou que tem uma recomendação médica para descansar, devido à cirgurgia a que será submetido na semana que vem, e que, por isso, está cancelado todos os compromissos que pode — entre eles, a entrevista.


— Recomendação médica de que eu tenho que chegar descansado domingo em São Paulo para que eu possa me submeter a uma cirurgia bastante complexa, todo meu abdômen será aberto novamente. Da última vez, tomei 35 pontos. Então, não pode chegar cansado lá. Obviamente, o que nós podemos cancelar aqui, nós cancelamos. Essa coletiva, no meu entender, tendo em vista o que foi tratado, de forma pública, eu não tinha novidade para apresentar para a imprensa naquele momento.

A atitude gerou constrangimento e perplexidade na organização do fórum. Um contato com a imprensa — ora descrito como coletiva, ora como declaração — estava previsto desde a semana passada. Entretanto, minutos antes do início da entrevista, havia corre-corre entre funcionários da organização para saber se e quem viria.

Além de Bolsonaro, três ministros tinham suas placas de identificação ostentadas na sala: Paulo Guedes (Economia), Sergio Moro (Justiça) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores). Pessoas que participaram do fórum dizem jamais ter visto uma situação semelhante.

A informação sobre o cancelamento da entrevista surpreendeu os próprios organizadores do Fórum, que foram informados pela imprensa que Bolsonaro não iria ao compromisso.

Com O Globo